Em encontro do agronegócio Temer diz que não teme medidas impopulares
04 de July de 2016

Em discurso durante a abertura do Global Agribusiness Forum 2016, evento sobre agronegócio realizado em São Paulo, no dia 04 de julho, o presidente interino Michel Temer disse que tomará medidas consideradas impopulares “a partir de certo momento”. A fala foi precedida pela entrega de um manifesto de confiança no governo assinado por 46 entidades de vários segmentos do agronegócio brasileiro. “Eu vou colocar esse acordo em um quadro no meu gabinete. É uma coisa importantíssima para nós, porque esse apoio nos permite ganhar forças para enfrentar os problemas. Nós temos o apoio dos setores produtivos do País”, disse Temer. “Esse apoio é fundamental porque a partir de certo momento, começaremos com medidas, digamos assim, mais impopulares”, acrescentou, sem entrar em detalhes.

O governo tem sido alvo de críticas até por parlamentares de sua base aliada, em função de ações que vão na contramão do ajuste fiscal, como o reajuste do Bolsa Família, o aumento salarial concedido a servidores do judiciário e a renegociação das dívidas dos estados. Temer rebateu as críticas e defendeu o reajuste salarial dos servidores. “O aumento do funcionalismo já estava negociado e é abaixo da inflação. Se não déssemos o ajuste já negociado, movimentos políticos cobrariam. Seria desastroso”, argumentou. Temer lembrou que o aumento já estava previsto no orçamento deste ano.

 

O presidente reafirmou que não tem receio de adotar medidas impopulares porque não tem objetivos eleitorais. “As pessoas me perguntam. ‘Você não teme propor medidas impopulares?’ Não. Porque o meu objetivo não é eleitoral. O meu objetivo, nesses dois anos e meio, se eu ficar dois anos e meio, é conseguir colocar o Brasil nos trilhos, é o que basta. Não quero mais nada da vida pública”, afirmou.

 

Agronegócio

No evento Temer destacou a importância do agronegócio para a economia do país. “O agronegócio aqui no Brasil responde por mais de 40 % das exportações, por 25% dos empregos e por cerca de 20% do PIB”, disse o presidente, e acrescentou que o setor será essencial para a retomada do crescimento econômico.

O peemedebista anunciou que a partir do mês de agosto dará início a uma série de viagens ao exterior para captar investimentos estrangeiros na economia brasileira. “Muitos investidores estrangeiros estão esperando um pouco para ver o que acontece daqui a um mês, um mês e meio, para, depois, investirem com muita força aqui no Brasil”, afirmou.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, também participou do evento e defendeu um fortalecimento do setor, mesmo em um cenário de crise econômica. Segundo Blairo, o objetivo é tornar o Brasil responsável por 10% do comércio agrícola global num prazo de cinco anos. ”Se o governo não tem dinheiro neste momento, temos de fazer mais com menos”, disse o ministro.

 

Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/

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