G-7 Contagem
05 de May de 2017

Avança a criação do Conselho de Desenvolvimento de Contagem

Proposta é do G-7, grupo que reúne entidades de classe empresariais

 

A criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico – Codecon, a principal demanda do G-7 Contagem entre as propostas apresentadas à administração municipal foi um dos destaques da reunião de trabalho do grupo, segundo anunciou o presidente Sanders Augusto com o secretário René Vilela, realizada nesta quarta-feira, 3, no CIEMG.

 

Segundo ressaltou o secretário, todos os compromissos assumidos com o grupo serão atendidos. “A partir da proposta do G-7, o Codecon, que será formalmente apresentado ao grupo na primeira semana de junho, reunirá expoentes dos vários setores da economia regional e nacional, para ser altamente estratégico, estabelecer diretrizes e ser a força motriz do desenvolvimento”, ele disse.

 

René Vilela adiantou que “Já foram revistos os perfis de todos os conselhos, que serão transformados em câmaras setoriais e, numa segunda etapa, passarão a compor o Codecon”, sobre a contribuição de todos à proposta que recebeu aprovação unânime do grupo.

 

O presidente do CIEMG, José Agostinho da Silveira Neto registrou os cumprimentos ao secretário de Desenvolvimento Econômico pelas respostas apresentadas por ele às demandas do G-7. “Vamos realizar um seminário, em junho, quando espero receber a contribuição de todos para a solução de demandas que ainda não tiveram ações deflagradas e definição de metas”, anunciou o secretário.

 

Entre outras demandas do G-7 tendo em vista o desenvolvimento econômico e social do município, o secretário anunciou medidas já adotadas para liberar licenças e alvarás de projetos como alguns, “parados há até nove anos, que acabaram por perder grandes plantas para outros municípios e estados”. Outras demandas já deflagradas, segundo anunciou, estão a adoção de um novo modelo para a atração de investimentos.

 

Começa na próxima semana, e deverá estar concluído até o final desse ano, o inventário de todos os distritos industriais, a revisão da lei de ocupação do CINCO, que passa para a secretaria de Desenvolvimento Econômico revitalização e retomada legal de áreas doadas a indústrias hoje ociosas ou alugadas para outras atividades. “Vamos intensificar o processo de zoneamento, principalmente no CINCO, área nobre que poderá ser ocupada por complexos empresariais de indústrias, comércio e serviços”, explicou o secretário.

 

Também serão debatidos juntamente com o G-7, a transformação de áreas como a do entorno da Ceasa, na Ressaca, no Riacho das Pedras e Vila Beatriz, entre outros, em polos de empresas não poluentes, como de logística.

 

Sobre os longos prazos e entraves burocráticos para aprovação de projetos, licenças e alvarás, o secretário René Vilela disse que “a expectativa é de que, em 60 dias, será possível a emissão de alvarás na hora”, resultado de uma parceria estabelecida com o Sinduscon – Sindicato da Indústria da Construção Civil no estado de Minas Gerais.

 

A região de Várzea das Flores, que já perdeu 2/3 da Mata Altântica para ocupações e atividades irregulares é outro alvo da secretaria, “para que tenha redução de sua área rural e seja um grande complexo de base hídrica”, disse ele. A região, considerada a caixa d’água da Região Metropolitana, “poderá receber empreendimentos não poluentes, de baixo impacto ambiental para geração de emprego e renda e resgate social das famílias”, anunciou René Vilela.

 

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